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Quem foi Jesus?

Lição 1

29 a 05/04/2008


Quem foi Jesus de Nazaré? Quando viveu como homem há cerca de dois mil anos, as pessoas O percebiam de maneiras diferentes. Desconhecer as profecias, interpretá-las de maneira equivocada ou fazer uso da “teologia do achismo” são fatores que contribuíram para as distorções da pessoa de Cristo. É claro que precisamos considerar as limitações da compreensão humana. Afinal, Deus não cabe em nossa mente. E o assunto fica mais complexo quando Ele decide nascer como ser humano. Não creio que a ciência ou a Teologia consigam desvendar o mistério da encarnação.

O Novo Testamento é simplista. Apresenta Cristo como sendo verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. O pré-requisito para aceitar a mensagem bíblica é a fé. O livro de Hebreus diz que “Sem fé é impossível agradar a Deus...” (Capítulo 11:6). Quando o mundo foi “iluminado” pela razão humana e começou a questionar o sobrenatural, não sobrou quase nada da bíblia e do próprio Jesus. Assim, vários movimentos intelectualistas O reinventaram. Ser racional é importante. Deus espera que usemos a mente que nos deu. No entanto, Sua ordem é: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2 – NVI). Crer é uma escolha. Para ser capaz de fazê-lo o ser humano precisa reciclar a mente carnal. Segundo Ellen White, também é preciso atitude:

“Não há desculpa para a dúvida ou ceticismo. Deus tomou amplas medidas para estabelecer a fé de todos os homens, caso eles estejam dispostos a tomar sua decisão em face da força das evidências. Se, porém, esperam que sejam removidas todas as aparentes objeções, para então crerem, nunca virão a ficar estabelecidos, arraigados e firmados na verdade. Deus nunca afastará todas as aparentes dificuldades de nosso caminho. Os que desejam duvidar, encontrarão oportunidade para isso; os que desejam crer, acharão abundância de provas em que basearem a fé.” Testemunhos Seletos Vol 1, pág. 582

Enquanto Israel se envergonhava de que o homem da cruz fosse identificado como Rei dos Judeus, os Gregos entendiam ser loucura crer na salvação da morte através de um simples humano (veja I Coríntios 1:18 a 27). Contudo, aqueles que decidiram ter fé encontraram na Pessoa de Cristo a esperança de vida eterna. O fato dos escritores bíblicos registrarem suas convicções não é prova definitiva a favor do cristianismo. Mas, convenhamos: eles não contaram a história de um super-herói bem sucedido. Ao contrário, se concentraram no fato de que Seu reino não seria algo imediato ou desse mundo. Partilharam com os leitores suas próprias fragilidades e fracassos. Quer dizer, não parece que registraram o drama vivido por Cristo e seus discípulos para fazer uma espécie de “marketing” do judaísmo. Fica clara a sua intenção: partilhar a mensagem da salvação na qual acreditavam, embora fosse impopular. Então, aceitar a bíblia implica em receber sua mensagem toda.

Parece que hoje as pessoas querem personalizar Jesus Cristo. A moda é: quem Ele realmente foi não vem ao caso. O que importa é o que Ele significa para mim. Bonito, mas perigoso. Quando Jesus pregou numa sinagoga de Nazaré e se apresentou como o prometido, muitos decidiram que não queriam aquele tipo de Messias. Ele não satisfazia suas expectativas e ainda por cima denunciava as falhas de caráter deles (veja o Desejado de Todas as Nações, pág. 239). Devemos tomar cuidado para não rejeitarmos o Salvador como Ele Se apresenta nas escrituras. Enquanto perdemos tempo procurando maneiras de vencer discussões teológicas, deixamos escapar a oportunidade de ter comunhão com Deus feito carne, O Único de Sua espécie, a imagem expressa da pessoa de Deus em quem há vida para a humanidade.


Pr. Denis Konrado Fehlauer

denis.fehlauer@unasp.edu.br deniskonrado@gmail.com

Pastoral Universitária

UNASP Campus SP

 


 

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