
Sansão e suas mulheres: a loucura da paixão


Semana de 28/07 a 04/08/2007
Sansão e suas mulheres: a loucura da paixão
É o amor que precisa estar no comando da paixão e, não a paixão no comando do amor; a paixão não deve comandar porque ela é cega, como conceber um comandante cego? Por outro lado, o amor não é cego, ele pode discernir entre o que é correto e o que é incorreto e pernicioso, e, associado ao amor divino, ele é, também, força, poder e vigor para dizer não ao pecado e fugir dele; a paixão, quando está no comando, sempre diz sim ao pecado e se apega a ele, porque ela é cega e não quer enxergar. No relacionamento marido e mulher deve existir paixão e romance? O amor ágape deve prevalecer e comandar, mas uma “paixão” santa e um “romance” santo, é necessário entre os casais. Sansão amava as mulheres, mas era comandado pela paixão por estas mulheres e, este sensualismo foi o fator básico do desastre fatal da sua vida, ele foi preparado desde o ventre para ser comandado pelo Espírito do Senhor e não pela paixão; a Bíblia menciona três vezes em que o espírito do Senhor se apossou de Sansão de maneira especial ( Jz. 14:6,19;15:14 ), porém, se Sansão tivesse permitido, este mesmo poder do Espírito do Senhor, teria operado nele, também, de forma especial e espetacular, no sentido de dominar as suas paixões pecaminosas; a nossa natureza pecaminosa com suas paixões e concupiscências, é extremamente mais forte do que um leão novo ( Jz. 14:5 e 6 ); do que 30 filisteus ( Jz. 14:19 ); do que 1000 homens ( Jz. 15:14 ); do que 300 raposas incendiárias ( Jz. 15:4-5 ); do que os portões da cidade de Gaza ( Jz. 16:1-3 ) e do que mais de 3000 homens no telhado do templo de dagom e, quem sabe, mais outros milhares dentro deste mesmo templo. Apenas pelo poder do Espírito do Senhor se apossando de nós ( Rom. 8:1-11 ) é que podemos crucificar a nossa carne com suas paixões e concupiscências. Gl. 5:24; o Espírito do Senhor trabalha com todos operando e ajudando a aceitar que Ele se aposse de suas vidas e de suas pessoas de tal maneira que se realizem proezas para a glória de Deus, cabe a nós aceitar que Ele dê continuidade a Sua obra em nós para que Ele execute grandes obras por nós.
Verso para memorizar: Precisamos não esquecer que o sexo em si mesmo, usado legitimamente, não está incluído nas palavras: concupiscências da carne e dos olhos que não procede do Pai Celestial, conforme este verso para memorizar está afirmando, o sexo e o seu legítimo uso, procede do Pai e não do mundo pecaminoso e maligno; é quando a paixão está no comando que a prática do sexo se desclassifica e se torna concupiscência da carne e dos olhos, Deus criou o desejo sexual e não a concupiscência da carne, esta veio em decorrência do pecado.
Parte de domingo. O chamado de Sansão.
Perg. 01 – O chamado de Sansão abrangeu, também, o chamado de seus pais para que em vida de temperança, transmitissem uma herança genética e biológica, sadia, não apenas fisicamente, mas moralmente e espiritualmente também, mas, embora seja verdade que os pais transmitam aos seus descendentes, bons ou maus traços de caráter, maior ou menor tendência para o bem ou para o mal, por mais rigorosos que sejam os pais em se tratando de uma vida de temperança, nada disso impedirá jamais que suas prole venha ao mundo isenta da natureza pecaminosa resultante do pecado dos nossos primeiros pais; estes sim, se tivessem se mantido fiéis e temperantes, teriam evitado que esta natureza maléfica tivesse passado às suas gerações futuras. Este regime de temperança que Deus exige dos pais, embora não evite esta herança maligna, prepara os filhos para terem sucesso e vitórias na luta contra esta natureza; o que aconteceu com o caso Sansão e outros, foi que, mesmo de posse de recursos benéficos recebidos como legado hereditário, decidiram por não lutarem com esta “fera” interior e, além disso, cultivaram o hábito de “cutucarem” esta fera com “vara curta” e, se tornaram assim, presa desta. Brincar com feras, por mais domadas que estejam, é uma imprudência dos tolos e, na área espiritual, é loucura em dose dupla. Quanto a mudança de índole e implantação da natureza divina no ser humano, esta é um obra exclusivamente divina, o homem nada pode fazer neste sentido, a não ser aceitar que Deus opere nele este milagre, mas na luta contra a velha natureza pecaminosa que começa quando este milagre é realizado, o regime de temperança que deve partir dos ancestrais, tem um significado muito importante; Sansão possuía esta vantagem, mas deliberadamente, decidiu não lutar e, o pior, passou a brincar de se deixar amarrar por esta natureza e, amarrado ficou.
Visto como Deus Se manifestava de formas especiais e enviando os Seus anjos com mensagens aos Seus servos, muitos acham que naquela época aquele povo tinha mais vantagens do que em épocas posteriores, mas bem analisada a questão, nós somos os mais privilegiados; note as nossas vantagens:
1 – Nós temos o exemplo deles, suas fraquezas, suas derrotas e os fatores de suas vitórias.
2 – Nós temos o Cânon bíblico completo de revelações inspiradas que eles não tinham.
3 – A partir da consumação da vitória de Cristo na Sua Cruz e ressurreição, nós passamos (nós e todo o Universo) à possuir a certeza absoluta e incondicional da expiação de Cristo consumada para toda a eternidade, que eles não poderiam ter. ( Esta certeza absoluta, antes da Cruz, era apenas teórica, existia, ainda, a possibilidade do Messias falhar e cair em pecado, neste período, o que não ocorre após a Sua morte na Cruz e Sua ressurreição. Vivemos na dispensação da certeza absoluta que eles não tiveram.
4 – Nós temos um imenso acúmulo histórico de evidências proféticas cumpridas que fortalecem a nossa fé e esperança, que eles não tinham.
5 – Através de toda a história e além do Cânon bíblico, existem revelações adicionais, também inspiradas, culminando com as últimas revelações do Espírito de Profecia, que eles não tinham, etc.; assim é que, se existem privilégios e vantagens, estas não são deles mas nossas.
Perg. 02 – Além de ter sido preparado antecipadamente para a gestação e para o nascimento, Sansão teve uma juventude e crescimento, abençoados e estimulados pelo Espírito do Senhor, ( V. 25 ), estes fatos e estes fatores nos mostram que, por mais que um ser humano tenha sido preparado e santificado, ele não fica impossibilitado de cair em pecado, quando ele escolhe pecar; os anjos nunca tiveram nenhum vestígio de pecaminosidade em suas naturezas, mas ao escolherem pecar eles pecaram. II Pd. 2:4;Ezq. 28:16; no caso Adão e Eva não foi diferente.
Perg. 03 – Os olhos são as janelas da alma; Sansão deveria ter lançado mão dos recursos que o Espírito do Senhor lhe tinha concedido, e, em oração, como o salmista ( Sl. 119:37 ), ter guardado estas entradas da sua alma, conforme Prv. 4:23; devemos sempre orar esta oração oportuna: Desvia os meus olhos de contemplar tudo aquilo que acione a natureza pecaminosa que temos dentro de nós; isso não significa que ao vermos um quadro, ou uma sena ao vivo, que sugira o desejo de sexo, por exemplo, seja isso pecado, é quando nos demoramos “contemplando” a sena que o pecado é gerado e dará a luz no momento oportuno.
Como entender Jz. 14:4, que aparentemente afirma que Sansão estava sendo guiado pelo Senhor ao escolher uma mulher pagã filistéia para sua esposa?
Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que o Espírito Santo já tinha dado todas as instruções referentes a casamentos entre o povo de Deus. Dt. 7:2,3;23:12;Esd. 9:2, etc. Foi expressamente proibido associação entre o povo do concerto e os povos em geral. Sansão era uma pessoa totalmente esclarecida e perfeitamente instruída nos caminhos do Senhor e, naturalmente, estava bem familiarizado com estas ordenanças divinas referente a casamentos entre fiéis e infiéis. Jz. 14:3. Sansão teve o privilégio de uma educação pré natal orientada diretamente por Deus ( Jz. 12:4-14 ), e, além disso, teve pais fiéis que lhe ministraram uma educação adequada durante sua vida. Foi gerado e criado sob uma atmosfera divina e Celestial. Jz. 13:24-25;14:6,19;15:14; e, mesmo tendo todas estas circunstâncias favoráveis à um desenvolvimento simétrico de um caráter digno de sua missão divina, deliberadamente e premeditadamente, decidiu-se pelos caminhos não aprovados por Deus. A pré-disposição mental de Sansão em Jz. 14:4, era tal que, Deus, note bem, permitiu ( a expressão bíblica: “isto vinha do Senhor,”precisa ser entendida como permissão que, por sua vez, precisa ser entendida como não intervenção ou ingerência na auto determinação de Sansão, uma vez que ele já tinha decidido por trilhar aquele caminho escolhido; Deus, em Sua misericórdia, procuraria escrever certo pelas linhas tortas de autoria de Sansão e, isto, também está incluído na expressão: “isto vinha do Senhor.” Sansão teria que arcar com as conseqüências dos seus erros sem a intervenção do Senhor para evitar estas conseqüências. Jz. 14:4, como todas as declarações bíblicas, jamais deverá ser interpretado isoladamente dos devidos contextos bíblicos para que não venhamos a criar um pretexto para seguir nos caminhos contrários aos caminhos do Senhor.
Parte de segunda feira. O casamento de Sansão. ( ou foi acasalamento ? ).
Perg. 04 e 05 – O primeiro passo de Sansão em direção ao abismo, foi o de freqüentar um ambiente pagão e, o segundo passo foi o de contemplar de forma comprometedora, a beleza e os encantos libidinosos de uma mulher não pertencente ao povo de Deus ( Jz. 14:1-2 ); terceiro passo : namorar com ela e o quarto passo: casar com ela, à partir daí foram se desenrolando todos os demais passos sucessivos abismo abaixo até chegar ao fundo do poço. É quando ficamos rodeando as adjacências do poço do abismo que começamos a escorregar em direção a este e, se prosseguirmos, escorregaremos, também, para dentro deste poço e, a medida que continuamos a escorregar, vamos descendo mais e mais, até o seu fundo; precisamos vigiar as primeiras aproximações e os primeiros escorregões por menores que sejam e, irmos se distanciando antes que escorreguemos para dentro do poço; note o seguinte: “é impossível escorregar para cima, só para baixo!”
Parte de terça feira. A vingança de Sansão.
Perg. 06 – Apenas um cabrito, Sansão ?! ( Jz. 15:1 ) , com apenas um cabrito você teria mesmo que ficar do lado de fora da casa da sua mulher, quem sabe, se fosse um rebanho de cabritos...! Este foi o nível e a situação a que chegou o governador e juiz da nação israelita, por ter optado pelos caminhos não aprovados por Deus; ali, do lado de fora da casa da sua mulher, estava Sansão com um cabrito para pagar a entrada na câmara ( quarto ) da sua mulher...; é muito pouco Sansão!
Perg. 07 – Deve ser, Jz. 15:7 e não, 7:15.
Note o seguinte: Nem sempre a frase: Espírito do Senhor, é referente a Pessoa do Espírito Santo Componente da Divindade Triuna, as vezes se refere ao poder Deste Espírito ( Miq. 3:8 ), este poder que se apossava de Sansão ( Jz. 14:6,19 e 15:14 ), não era, propriamente dito, a Pessoa do Espírito Santo ou o Pai Celeste, ou ainda o Filho de Deus, Sansão em sua vida de apostasia, perdeu o privilégio de ter a presença Pessoal de Deus ao seu lado dirigindo os seus passos, mas, o poder físico lhe concedido por Deus no início de sua vida, permaneceu com ele, e, era este poder que se diz que se apossava dele em suas proezas espetaculares. Todos os seres criados são em menor ou maior grau, dotados deste poder, inteligência e sabedoria de Deus, mas a maioria muito grande, não usa devidamente esta energia doada por Deus; é, partindo desta premissa que precisamos entender as proezas espetaculares, gaiatas, brincalhonas e imprudentes deste elemento tão bem dotado do poder do Espírito do Senhor.
Parte de quarta feira. Continua a triste história.
Pergs. 08;09 e 10 – A tortura física, moral, emocional, mental e espiritual, é pior do que a morte; existe um provérbio popular que diz: “pingo de água em pedra dura, tanto bate até que fura.” ( Comp.c/ Jz. 16:16;14:16-17 ); os últimos pingos de água na vida de Sansão perfurando-lhe a alma, ocorreram no seu relacionamento com Dalila; foi da casa de Dalila que ele saiu para o seu cárcere onde perdeu a sua vida.
Note estes pensamentos sobre a Pessoa de Sansão e suas façanhas : “Sansão acabou caindo nas mãos do inimigo porque jamais caiu em si mesmo. Dominou o leão no caminho de Timnata, mas nunca dominou o próprio eu. Gostava de propor enigmas, mas só tarde resolveu o enigma de sua vida. Fixou os olhos no brilho ofuscante de uma falsa Dalila e acabou cego. Buscou uma liberdade falsa, e terminou escravo. Não quis trilhar a senda da retidão e findou dando voltas e mais voltas empurrando a moenda do cárcere. Incendiou com o auxílio das raposas as searas de seus inimigos, mas permitiu que as raposas dos vícios destruíssem sua própria vinha. Carregou os portões de Gaza sobre os ombros, mas foi esmagado sob os pecados de Gaza. Brincava de deixar se amarrar, e amarrado ficou. Gostava de folia e seu penúltimo ato foi servir de palhaço perante seus algozes.” S. Júlio Scwantes em Colunas do Caráter, pág. 48 e 49.
Parte de quinta feira. Cego de amor.
O verdadeiro amor não deixa ninguém cego a não ser que a paixão esteja no comando do amor; Sansão dormiu nos joelhos de Dalila ( Jz. 16:19 )e, acabou nos braços dos seus inimigos e se tornando palhaço de Dagom, deus peixe dos filisteus.
Perg. 12 – Precariamente falando, o ato final da vida de Sansão, foi uma vitória, porque a honra de Deus foi reivindicada publicamente e de forma espetacular. No plano original divino a honra e a glória de Deus deveria ter sido uma constante na vida de Sansão desde o seu nascimento até o final de sua vida terrestre.
Pág. 77, parág. 04,III a oração para cumpri seu propósito, última parte, diz o seguinte: “O interessante é que, no templo dos pagãos, entre sacrifícios oferecidos aos ídolos, Sansão chegou à verdadeira compreensão da realidade de um Deus vivo...;” note o seguinte: este pensamento, mal entendido, poderá sugerir uma mentalidade ecumênica entre o povo de Deus; apenas para prevenir sobre esta eventualidade, quero citar aqui as seguintes palavras de advertências da pena inspirada sobre este particular: “Foi-me mostrado a necessidade dos que crêem estarmos tendo a última mensagem de misericórdia, de se separarem dos que estão diariamente absorvendo novos erros. Vi que nem jovens e nem velhos devem assistir a suas reuniões; pois é errado assim encorajá-los enquanto ensinam o erro que é veneno mortal para a alma e doutrinas que são mandamentos de homens. A influência de tais reuniões não é boa. Se Deus nos libertou de tais trevas e erros , devemos ficar firmes na liberdade com que Ele nos tornou livres e regozijar na verdade. Deus Se desagrada de nós quando assistimos ao erro sem a isso ser obrigados; pois a menos que Ele nos envie a essas reuniões onde o erro é inculcado ao povo pelo poder da vontade, Ele não nos guardará. Os anjos cessam seu vigilante cuidado sobre nós, e somos deixados aos açoites do inimigo, deixados a ser entenebrecidos e debilitados por ele e pelo poder dos seus anjos maus, e a luz ao nosso redor fica contaminada com as trevas.” Prim. Esc. Págs. 124:4 e 125:1.Seg. Edição, cap. Dom de Deus ao Homem.
Sansão estava naquele templo pagão porque foi forçado a isso; ele foi preso e levado à força para aquele lugar, naquele particular, ele não teve escolha, e, não devemos deixar de notar que foi naquele templo pagão que ele perdeu a vida, embora ele tenha sido salvo como um tição tirado do fogo. Com.c/ Zac. 3:2.
Pág. 77:6; considerar e comparar com I Cor. 10:11.
Que o amor de Cristo esteja a todo momento, no comando das nossas paixões. Amém. II Cor. 5:14.
Por Gilson Nery B. Costa. Espírito Santo do Pinhal.
E-mail gilnery@uol.com.br Tel.19-3651-1987.
Estado de S. Paulo.Brasil.
Classe Universitários
El Profesor Gilson Nery, ha autorizado al Doctor Martínez a traducir y/o publicar sus comentarios semanales de la escuela sabática
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