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A Palavra em nossa vida
 

Lição 07

Semana de 12 a 19-05-2007


 

1.        Introdução – santo sábado, dia do Senhor, da vida e da felicidade

Nesta semana estudaremos sobre o poder transformador da Bíblia. Há hoje no mundo muitos livros a disposição para serem lidos. Pela leitura deles as pessoas mudam de atitude, seja para pior, seja para melhor.

Lembre dos livros do bruxo Harry Potter. São publicados milhares de cópias. Esses livros são lidos por milhões de crianças e adolescentes. Eles são volumosos, mas assim mesmo são lidos. As palavras que ali estão contidas são absorvidas pelas mentes, e nelas se depositam, e influenciam a vida de quem as leu.

Toda leitura transforma o leitor. Isso é o normal. Se não fosse assim, não haveria nenhum propósito em se ler. Mas a Bíblia é diferente ao menos, em dois aspectos. Ela transforma para a vida eterna. Ela habilita ao leitor para ser cidadão do reino de DEUS. Outra coisa que a Bíblia possui, e que nenhum outro livro contém, é que se trata da Palavra de DEUS, O Criador de todas as coisas. Há na Bíblia um poder adicional em simples palavras que podem mudar a vida. Ao ler-se a Bíblia, além das palavras e de suas mensagens, o próprio DEUS assessora o leitor, e age em sua mente.

Vamos estudar sobre isso durante esta semana. Será emocionante entendermos sobre o poder desse maravilhoso livro que salva para a vida eterna.

2.        Primeiro dia: A Bíblia, agente de mudança

O estudo de hoje retoma um assunto bem interessante: o da transformação da vida. Ou seja, transformação de pecadores em pessoas que detestam o pecado e tem compaixão dos outros pecadores. Querem libertá-los também.

Vale dizer o seguinte, enquanto nós não sentirmos dó daqueles que erram, e enquanto não sentirmos uma vontade muito forte de ajudar de alguma forma essas pessoas, também nós não fomos ainda transformados. E ainda não porque não sentimos, nem em nós, essa necessidade.

Quem está em CRISTO é nova criatura, segundo I Cor. 5:17. Nova criatura é aquela pessoa que passa a se interessar pelos assuntos do Céu. Os atrativos da Terra, do presente século, não lhe afetam mais. Isto é, ele mudou. Vamos à prática. Ontem à noite na Universidade, após o intervalo, percebi um movimento de alunos em direção aos carros e ônibus. Era um bom número. Para onde eles estavam indo, se ainda haveria aula? Eles iam para casa, pois haveria um jogo de futebol, segundo eles, importante. Não poderiam perder. Eles preferem perder a aula, pelas quais pagam bem caro, a perder o jogo, com o qual nada ganham, mas enchem os bolsos de outros.

É disso, e de outras coisas, atrativos do mundo, que se fala, ou se deve falar, quando se trata de “nova criatura”. No Céu, para onde vamos, não teremos atrativos assim, mas outros, aos quais nossa mente deve estar preparada para apreciar. Portanto, a transformação não deve ser lá, para não sentirmos saudades disso quando lá estivermos, como os israelitas sentiram do Egito. Queriam a carne no Egito, apesar da escravidão. Iremos querer os atrativos do mundo lá na Nova Terra, apesar das desgraças daqui? Como é que alguém, que pretende ser salvo, que prega a salvação, etc., é insensível com a mistura de atrativos que só são daqui misturados com as desgraças, que também só são daqui? É nisso que o Senhor quer nos transformar. E é necessário, tanto para podermos ter poder para a pregação final, quanto para sermos salvos. Quem quer ser salvo precisa desejar essa transformação, portanto, precisa querer abandonar o que tanto lhe atrai, ou nada feito, para ele. É preciso lembrar de Acã, quando ele cobiçou algumas coisas de Jericó, e escondido as levou para a sua barraca. Resultado, uma grande tragédia: todo o povo sofre, por causa de um que fez o que sabia não deveria fazer.

Diante disso, o que dizer daqueles que se viciaram em big brother?

       Estudando a lição aprendemos sobre transformação. Aprendemos sobre o poder da Bíblia, em transformar (aos que querem mesmo a transformação).

ð      restaura a alma (sal. 19:7)

ð      nos santifica (João 17:17)

ð      andar em novidade de vida (Rom. 6:4)

ð      novo homem, segundo DEUS, andando na justiça (Efésios 4:24)

ð      mudar os pensamentos e propósitos do coração (Heb. 4:12)

ð      Na morte de CRISTO, podemos, se optarmos, viver em justiça (I Ped. 2:24)

       São radicais essas mudanças, não acha? Não só profundas, são mudanças totais. Para um dia, e bem breve, sermos cidadãos do reino de DEUS, a mudança não pode ser apenas parcial. Tem que ser total. Abandonar tudo que é do mundo e que não é compatível com o significado amplo de amar o próximo como a nós mesmos porque acima de tudo amamos a DEUS.

       Como a Bíblia consegue esse resultado? Não é difícil entender. Como dissemos ontem, qualquer livro, uma vez lido, produz mudanças. Quanto mais emoções ele envolve, mais mistério, mais coisas ocultas, mais intriga, mais polêmica, mais violência, etc., mais a literatura desperta as emoções e mais a sua leitura muda pessoas. Nesses casos, para pior, é evidente.

       A Bíblia não funciona bem assim. Ela não muda as pessoas para pior. Portanto, ela precisa usar outras formas para uma mudança total. Como ela faz isso? Bem, é simples. Também envolve emoções, mas não negativas, e sim, de amor.

       Em primeiro lugar, o seu leitor passa a descobrir o amor de DEUS, que passa a apreciar cada vez mais. Então, ele também deseja ser assim como JESUS é. Ele quer uma vida melhor, com paz, serenidade, esperança, vida plena. Ele quer justiça com amor. Ele descobre o bem, uma opção de viver com felicidade. Ele passa a apreciar isso. Passa a desejar.

       Mas não para aí. Logo ele se dá conta de que tem familiares e amigos, e quer o mesmo para estas pessoas. Então compartilha. Ele descobriu um novo sistema de vida infinitamente superior, excelente. Não se contendo, quer que outros também tenham igual oportunidade. É bom demais para ficar só para si.

       E assim ele vai indo. Depois ele tenta abranger um amplitude de pessoas mais distantes. Procura ver formas de fazer isso. Ele está envolvido em atividades que lhe dão grande significado, e isso lhe motiva. Ele quer que JESUS volte logo. Tem interesse que isso aconteça em pouco tempo. Quer que termine o sofrimento nesse mundo. Ele trabalha nesse sentido. E, evidentemente, continua lendo a Bíblia.

       Uma pergunta. E a transformação, onde fica? Ela já está acontecendo, enquanto ele está agindo ao colocar em prática o que descobriu. É o amor pelo próximo que cresce nele. Nesse meio tempo, ele se torna um melhor amigo, melhor marido, melhor pai, etc. e vai abandonando as coisas do mundo e nele aumenta o interesse pelas coisas do Céu.

3.        Segunda-feira: Praticantes da Palavra

A pergunta hoje é: como a Bíblia transforma as pessoas? Há pessoas muito estudiosas da Bíblia, e não são um bom testemunho. Outras, com a Bíblia na mão, enganam multidões. Certamente elas não foram transformadas. Há aquelas que com a Bíblia criam novas igrejas e seitas, com fins comerciais. Seriam essas pessoas transformadas?

Como então acontece a transformação? Está escrito em Romanos 10:17 que “a fé vem pela pregação, e a pregação pela palavra de CRISTO.” Mas há muitos pregadores nitidamente falsos, com Bíblia e tudo, enganando milhões de pessoas. Como é mesmo essa história?

João 5:39 e 40 diz: “Examinais as Escrituras, porque cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim. contudo não quereis vir a Mim para terdes vida.” Esse é o diferencial entre os que são transformados e os que não são. Ler ou estudar a Bíblia sem querer seguir JESUS não muda nada, senão, só acrescenta conhecimento meramente acadêmico sobre a verdade.

Há algo curioso aqui. Aqueles que lêem livros pornográficos são transformados por eles. Isso é certo. É claro que para pior. Aqueles que lêem literatura nociva aos bons princípios de vida, estes mudam. Sempre para pior. A nossa natureza não é espiritual, ela ainda é carnal. Assim, ao lermos o que vem de baixo, nos emocionamos, nos envolvemos, temos sentimentos, e assim sofremos mudanças pelo que foi lido. É que a nossa natureza é compatível com o que ali se encontra, e a mente aprecia e vai sendo influenciada.

Mas para sermos transformados para melhor a história é diferente. Temos que querer e fazer alguma coisa, colocar em prática. Trata-se de mudança de natureza, não apenas de mais deterioração de uma natureza já degenerada. Para ajudar a piorar o que já está ruim é bem fácil, mas para transformar uma natureza em outra, é muito difícil. A pessoa tem que desejar essa transformação e colocar em prática. É o que diz em Tiago 1:22: “Sede praticantes da palavra, não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.” É muito bom saber o seguinte: pode-se viciar, ou acostumar ler a Bíblia e não praticar. Com o tempo, se descobrimos algo que deveríamos mudar, e não nos interessamos pela mudança, nos habituamos a agir assim, e nesses casos, por mais que se estude a Palavra de DEUS, nada acontece. Ela simplesmente não é levada a sério.

Então, como devemos agir no caso de querermos ser transformados pela Bíblia? Estuda-la, ouvir de outros (pregação), e aprender. Então, colocar em prática, obedecendo. Se houver algo que devamos mudar, orar e pedir forças para isto.

É só isto? Não. Fazendo isto, o próprio ESPÍRITO SANTO estará trabalhando em nós, para nos ajudar, para nos dar poder, e aumentar a fé. Quando desejamos, ao estudar a Bíblia, não estaremos sós. O nosso Criador estará ao nosso lado. Mas se não desejarmos a transformação, mesmo estudando a Bíblia, mesmo o Criador estando ao nosso lado, não receberemos as suas influências.

4.        Terça-feira: Princípios de vida

DEUS nos criou seres moralmente livres. Temos racionalidade, que é a capacidade de usar da inteligência para decidir sobre o nosso futuro.

Nesse contexto, nos criou ligados a Ele, O Criador. Somos dependentes d’Ele. Aliás, precisamos d’Ele, pois não somos deuses, com autonomia total. Mas em que necessitamos do Criador? Nas Suas instruções sobre como administrarmos nossa vida para sermos perfeitos, totalmente felizes, e termos vida eterna num ambiente físico perfeito. DEUS quer uma ligação conosco, Ele gosta disso. Essa ligação é o relacionamento de amizade que todos nós, seres sociais, apreciamos tanto. Se tivéssemos independência total, cada um de nós seria suficiente para si mesmo, e não teríamos necessidade de nos ajudar. Nem teríamos necessidade de sermos mantidos por DEUS.

Ora, algo que DEUS deseja tanto é nos manter e suprir o que precisamos. Ele gosta disso, assim como os pais gostam de fazer o bem a seus filhos. Essa é uma das coisas que nos liga a Ele: depender d’Ele em muitas coisas, e nessa dependência, conduzir a nossa vida.

Aí que entra a lição de hoje: princípios de vida. Como pode um ser humano ser dependente de DEUS, e ainda assim conduzir a sua vida? É fácil, Ele nos fornece a vida e a natureza (plantas e animais) que criou, e nos ensina princípios pelos quais podemos apreciar e usufruir dessas coisas com plenitude e perfeição. Nesse mundo é exatamente o contrário que se faz. Destrói-se a natureza abusando dela, sem princípios de convivência entre os seres humanos e nem com DEUS, e nem mesmo destes com o que DEUS disponibilizou (a natureza) para termos aqui uma boa vida feliz.

A Bíblia está bem suprida destes princípios que necessitamos para vivermos felizes, e para alcançarmos a vida eterna com felicidade. Os Dez Mandamentos são um exemplo. Aliás, esses mandamentos são a essência dos princípios de vida. Além deles, a Bíblia tem uma infinidade de recomendações para a vida, principalmente em Provérbios e Salmos. E, adicionando, ela tem uma boa quantidade de exemplos de pessoas, em diferentes situações, que exemplificam os resultados de se aplicar e não se aplicar esses princípios. O extremo de aplicação desses princípios é JESUS, o outro extremo de não aplicação deles é satanás. Dá para ver os resultados radicalmente diferentes, não é? Outros dois exemplos bem extremados, mas de seres humanos, é Daniel, pense na vida dele, e Saul. O primeiro foi exilado, mas fiel, tornou-se um grande estadista de dois impérios, o segundo, começou como Rei da nação escolhida e acabou se suicidando de maneira humilhante perante um povo inimigo.

E quer um exemplo mais comovente do que o de Noemi e Rute? É um exemplo de aplicação de bons princípios no lar. Por sua vez, no lar de Ló, foi o contrário. Perceba o resultado de um caso e o de outro. No primeiro estava tudo em condições para essas duas mulheres sofrerem na miséria, e aconteceu o contrário, no segundo caso, em meio à riqueza, havia as condições de continuar nela, e foram morar numa caverna. A lição traz outros exemplos, muito bons, de aplicação de princípios bíblicos: José e a mulher de Potifar; a mulher adúltera e JESUS são dois exemplos a mais de sucesso na vida por aplicação de bons princípios.

Pois bem, a estratégia para uma vida vitoriosa espiritualmente e economicamente é colocar os ensinamentos da Bíblia em prática. Só isso!

5.        Quarta-feira: Que diz a Palavra de DEUS?

Para cada caso estranho que nos deparamos, para resolver ou ajudar resolver, primeiro sempre deveríamos lembrar de pesquisar na Bíblia o que ela sugere. Também deveríamos nos aconselhar, antes, com pessoas espiritualmente equilibradas e sábias, que saibam manejar a Bíblia e buscar orientação nela. O normal é fazermos o contrário. Quando temos diante de nós uma perplexidade, algo difícil, então é que esquecemos a Bíblia e DEUS, e tentamos resolver por nós mesmos. Fazendo isso, despachamos DEUS de nos ajudar, nos colocamos no lugar d’Ele, e, sem Ele, tentamos solucionar o problema. Quase sempre, dessa maneira, nos damos mal.

Hoje temos cinco casos graves para ensaiar soluções. Ao menos debateremos aqui encaminhamentos para eles, segundo a Bíblia. O primeiro caso é de alguém que, em dificuldades financeiras, passa a roubar de onde trabalha. A Bíblia tem a orientação certa: “Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará” (Salmos 37:5). É fácil dizer isso, que está nesse Salmo, certo? Mas não é o suficiente. Essa pessoa já está caindo, precisa de ajuda, de alguém que lute junto com ela. Alguém que, lendo com ela esse verso, se proponha a acompanhá-la até a vitória, com base nesse verso. No tempo da igreja apostólica, eles também agiam conforme Atos 2:44 “todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.” Talvez seja o caso de unir algumas pessoas e ajudar no básico. Na igreja que freqüento, um membro perdeu o emprego. Mas nunca lhes faltou o básico. Foram feitas algumas cestas básicas, e os membros o contrataram para pinturas e outros serviços. Com muita oração, conseguiu outro emprego.

O segundo caso é o da jovem solteira que engravidou. Até querem casar, mas, sem recursos, ele quer que ela aborte. Esse caso pode até ser mais fácil de resolver. A família dos dois precisa ser aconselhada pelos seguintes versos: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Romanos 12:10) e “tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente...” (1 Pedro 1:22). É com amor no lar que as duas famílias devem agora se unir pelos seus filhos. Por uns tempos, arrumar um lugar em um dos lares, um quarto que seja, e ali hospedá-los. As duas famílias se unem para fornecer o orçamento do alimento dos dois, pois afinal, até ali já cada uma supria o necessário ao seu próprio filho. Então, tratar de arrumar emprego para ele, e, aos poucos, que proclamem sua autonomia financeira.

O terceiro caso é o do mendigo. Os pobres precisam ser ajudados. Se possível, a ajuda também precisa abranger a possibilidade deles saírem da pobreza. “Porém, no sétimo ano, a [terra] deixarás descansar e não a cultivarás, para que os pobres do teu povo achem o que comer, e do sobejo comam os animais do campo. Assim farás com a tua vinha e com o teu olival” (Êxodo 23:11). Os pobres são seres humanos com os mesmos sentimentos de todos os demais seres humanos. Eles também sofrem quando não vêem perspectivas para as suas vidas. E eles sempre estarão por aí como diz Deuteronômio 15:11: “Pois nunca deixará de haver pobres na terra; por isso, eu te ordeno: livremente, abrirás a mão para o teu irmão, para o necessitado, para o pobre na tua terra.” Precisamos até mesmo “evangelizar os pobres” (Lucas 4:18 e 7:22), porque deles é o Reino dos Céus (Lucas 6:20 e Tiago 2:5). Como igreja fazemos isso, talvez devamos fazer mais, isto é, juntar dinheiro para suprir as necessidades mínimas deles (Rom. 15:26).

O quarto caso, uma pessoa que, em sua honestidade, nos convida para um almoço e nos oferece carne de porco. Pela atitude que JESUS teria, sabemos o que fazer. Em primeiro lugar, agir com amor por essa pessoa, não a ofendendo. Com diplomacia poderia dizer que não está com vontade de comer carne naquele dia, e não está mesmo. Apenas em outro dia, estudar com ela sobre o porque não se come carne de porco. Nem tudo o que é oferecido sobre a mesa necessita ser comido.

O quinto caso é o mais complicado. O da idosa que não tem cura, cuja manutenção está além da capacidade da família pagar, para mantê-la viva. Esse caso requer fé, é preciso entregar nas mãos de DEUS. Precisa haver uma união na igreja para orar em conjunto. Entre a igreja primitiva faziam assim, a igreja toda se reunia num mesmo lugar e oravam em conjunto. A resposta nunca demorava. Fazer isso requer um pouco de dedicação, mas não tem outro jeito.

6.        Quinta-feira: Reavivamento e reforma

A Bíblia foi escrita para orientar a vida pessoal como também para conduzir a igreja. Na vida pessoal, é da iniciativa da pessoa que depende a eficácia transformadora da Bíblia. No entanto, quase sempre outra pessoa participa, seja despertando para o que a Bíblia oferece, seja ensinando, seja motivando.

Na a igreja não é diferente. A Bíblia também tem o mesmo papel, que é orientar a liderança sobre qual o caminho seguir nesse mundo cheio de teorias e sofismas falsos. No entanto, tratando-se de igreja, é fácil perceber que para a Bíblia produzir seu efeito, é importante a ação da liderança. O povo de Israel, e depois também o de Judá, sempre dependeram de seus líderes quanto a sua condição espiritual. No tempo dos juízes, não havendo juiz, o povo se corrompia. O juiz sendo displicente, o povo se corrompia. Ou o sacerdote não sendo bom líder espiritual, como foi o caso de Eli e seus filhos, o povo enfraquecia na fé. Nos tempos dos reis, essa relação entre a condição espiritual e o tipo de liderança do rei ficou bem clara. O poder do rei para manter ou não o povo adorando a DEUS era muito superior ao poder dos sacerdotes e dos profetas. Dependendo do que o rei fazia, o povo ia trás.

Observando esses detalhes, podemos inferir uma hipótese, de que o povo segue com mais facilidade os políticos que os religiosos. Ou que os religiosos não são de tanto interesse ao povo que os políticos. Se observarmos hoje, não é diferente. Muitos cristãos dos nossos dias depositam mais confiança em algum partido político que em JESUS. Isso é claramente perceptível.

No estudo de hoje, a lição fala de dois reis de Judá, sobre como eles reformaram seu país e o povo, fazendo-o retornar à adoração ao DEUS Criador. Um foi Josias. Os reis que o antecederam, que foram seu pai, avó, etc., desviaram a nação da adoração a DEUS. Abandonaram o templo do Senhor. Josias, no entanto, mudou o curso da história de Judá. Ele mandou restaurar o templo abandonado. Um dia desses acharam um livro, já desconhecido de muitos. Era o livro da lei. O sacerdote levou-o para o rei, que pediu que fosse lido. O rei ficou apavorado ao ver o quanto estavam distantes daquilo que ali DEUS requeria. Rasgou suas vestes, e mandou imediatamente consultar o profeta sobre o que deveriam fazer. Josias reconduziu o povo à adoração a DEUS, fazendo uma reforma profunda, baseada no que estava escrito no livro da Lei, que constava dos cinco primeiros livros da Bíblia como conhecemos hoje.

Outro que fez reformas em Judá (em Israel isso nunca aconteceu) foi Josafá. Ele estabeleceu juízes capacitados na lei, em todas as cidades, para julgarem segundo essa lei. Também escolheu levitas para serem professores em toda nação, no ensino da lei, e da vontade de DEUS. Tudo isso, ou seja, as reformas gerais na nação, foram feitas com base no que estava escrito nesse livro.

Há ainda outro caso, o de Joás (2 Reis 11:17 a 21 e 12:1 a 19). Ele assumiu o governo aos 7 anos. Junto com o sacerdote Joiada, conduziu uma reforma do templo, tendo feito uma aliança pelo Senhor com toda a nação. Ele pessoalmente liderou o povo na destruição do templo de Baal, e tudo o que se relacionava a adoração de ídolos.

Hoje precisamos de um reavivamento e reforma individual e na igreja. Essa será a última antes da vinda de JESUS. Será também a mais profunda. Dela sairão pessoas tão consagradas e poderosas como ainda não se viu na Terra depois que aconteceu a queda. E não serão poucas. Por elas a obra de anunciar a verdade bíblica será completada, e todas as pessoas do mundo saberão do evangelho eterno.

Também a igreja carece de uma reforma em geral. Não em suas doutrinas, mas em praticá-las. A maior necessidade é quanto a santificação do sábado. Em seguida, vem a necessidade da reforma da saúde e da retirada da gigantesca quantidade de mundanismo que vem a invadir a igreja. Tudo isso, como nos tempos antigos, depende da liderança, seja ela do ministério, seja de membros.

7.        Aplicação do estudo – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Estivemos estudando sobre a Bíblia em nossa vida. É um assunto bem fácil de ser entendido. Mas há um porém: como é difícil de ser praticado! Não é difícil por que seja complexo, ou inalcançável, mas por geralmente não termos vontade de fazer o que ali está escrito.

Por que aumenta cada dia o número daqueles que não aceitam a irmã White? Porque ela conduz à Bíblia! Por que aumenta a rejeição ao ESPÍRITO SANTO como DEUS? Porque Ele faz entender a Bíblia. Por que os pastores e outros líderes que ainda mantém firmes os fundamentos são sempre mal vistos por muitos? Porque procuram levar as pessoas à obediência à Bíblia, e eles mesmos buscam ser exemplos. Tudo o que nesses dias finais influenciar para a obediência a JESUS será fortemente combatido.

Busca-se hoje uma religião superficial. Busca-se uma adoração não de acordo com a vontade de DEUS, mas com as nossas conveniências. Busca-se compatibilizar o que o mundo faz com a adoração. Esse é o cenário precedente à sacudidura. É o cenário de “menos Bíblia” e “mais mundanismo”.

Onde está a dificuldade em seguir a Bíblia de modo puro? Simplesmente em não querer fazer o que ela indica como sendo o melhor caminho. As pessoas querem agir conforme suas inclinações, e, mesmo assim, ainda freqüentar a igreja, ao menos, sábado pela manhã. Mas a verdadeira igreja é aquela que freqüenta as quartas à noite (quando muitos não podem por trabalhar, porém fazem as compensações). A verdadeira igreja está com aqueles irmãos que se envolvem na busca por salvar outros. A verdadeira igreja está na busca da santificação, não na mistura de mundo com a adoração.

Por que para muitos é tão difícil deixar que a Bíblia molde a sua vida? Simplesmente porque não querem, só isso.

Aqueles que estão sendo santificados para o desfecho da proclamação do evangelho proporcionalmente não são muitos. É uma minoria. Mas estes são a igreja que vêm sendo transformada pelo poder da Palavra de DEUS.


Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos.

http://www.cristovoltara.com.br/

marks@unijui.tche.br

 

El Profesor Sikberto Renaldo Marks, ha autorizado al Doctor Martínez a traducir y/o publicar sus comentarios semanales de la escuela sabática

 


 

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